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Compras realizadas durante enchente em Cachoeirinha levantam questionamentos sobre valores

  • 11 de mar.
  • 2 min de leitura

As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 — consideradas a maior tragédia climática da história do estado — deixaram um rastro de destruição e afetaram milhares de famílias. Em diversas cidades, moradores perderam casas, móveis e praticamente tudo o que tinham.


Durante aquele período de emergência, a Prefeitura de Cachoeirinha realizou compras emergenciais de equipamentos utilizados em operações de resgate e apoio à população. No entanto, documentos referentes a essas aquisições, feitas na época da gestão do ex-prefeito Cristian Wasem e do então vice João Paulo Martins, passaram a levantar questionamentos sobre os valores pagos.


Entre os itens adquiridos estão equipamentos comuns em situações de emergência. Alguns preços, porém, chamaram atenção:


Exemplos de valores pagos:

  • Lanterna pequena — R$ 249,00

  • Lanterna de cabeça — R$ 149,00

  • Lanterna profissional foco dinâmico — R$ 359,00

  • Capa de chuva PVC — R$ 69,90

  • Colete refletivo — R$ 49,90

  • Bota de borracha — R$ 89,90

  • Capacete de resgate — R$ 799,00

  • Calça pantaneiro — R$ 799,00


Em lojas e plataformas de comércio online, produtos semelhantes costumam ser encontrados por valores menores, o que levanta dúvidas sobre possível sobrepreço nas aquisições feitas durante a emergência.


Em situações de calamidade pública, a legislação permite que compras sejam realizadas com maior rapidez e até mesmo sem licitação, justamente para garantir resposta imediata às necessidades da população. Ainda assim, especialistas apontam que os valores pagos precisam ser devidamente justificados, já que envolvem recursos públicos.

O tema ganha ainda mais repercussão no cenário político local após a crise que marcou a gestão municipal e culminou, em 2026, com a cassação do prefeito Cristian Wasem e do vice João Paulo Martins pela Câmara Municipal.


Agora, a expectativa é que órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e o Ministério Público, analisem os contratos e os valores pagos nas compras emergenciais para verificar se houve irregularidades ou prejuízo aos cofres públicos. Fonte: Todos Alerta RS / Facebook

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