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Feminicídios no RS crescem 53% no início de 2026

  • 27 de fev.
  • 2 min de leitura

O Rio Grande do Sul começou 2026 com alta nos casos de feminicídio. Entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro, foram registradas 20 mortes de mulheres por violência de gênero no Estado. No mesmo período de 2025, haviam sido 13 ocorrências. O aumento é de 53%.


Os dados integram levantamento da Frente Parlamentar de Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, coordenada pelo deputado estadual Adão Pretto Filho (PT). Considerando os 56 dias entre o início do ano e 25 de fevereiro, a média é de um feminicídio a cada 2,8 dias — praticamente uma mulher assassinada a cada três dias no território gaúcho.


Para o parlamentar, os números escancaram a fragilidade das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres no Estado.


“Não se trata de fatalidade ou acaso. O que estamos vendo é a ausência do Estado onde ele deveria estar presente: na prevenção, na proteção e na garantia de políticas públicas eficazes. Quando faltam estrutura, investimento e prioridade política, quem paga com a vida são as mulheres. Cada feminicídio é consequência de uma omissão que precisa ser enfrentada com seriedade”, afirmou.


Autor da proposta que inclui o estudo da Lei Maria da Penha no currículo das escolas estaduais, Adão defende que o projeto — que deve ser votado em breve na Assembleia Legislativa — é uma medida estruturante para mudar essa realidade a médio e longo prazo.


Segundo ele, enfrentar a violência exige mais do que respostas pontuais. “Precisamos fortalecer a rede de atendimento, ampliar casas de acolhimento, garantir orçamento e trabalhar a educação como ferramenta de transformação cultural. Se quisermos reduzir esses números, o enfrentamento precisa ser permanente e prioridade de governo”, concluiu.

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